sábado, 29 de março de 2014

A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA! Efésios 2:1-10



Deus sempre tem um "mas Deus..." para nossas vidas.
E ai de mim e de ti se não fosse esses "mas Deus..."

Deus nos salvou pelo Teu Imenso Sublime e Eterno Amor para conosco, e se não fosse aquele: "mas Deus"


1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;
3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,
6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
7 para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.
8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9 não de obras, para que ninguém se glorie.
10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

1º A graça é suficiente para nossa Salvação. Efésios 2:8
A- A graça de Deus é suficiente para nossa salvação porque provém de Deus. Romanos 8:26-39
- Se fizéssemos a seguinte pergunta hoje: Qual o meio para a salvação de nossas almas? A resposta de muitos seria a “fé”. Porém essa resposta é equivocada, pois o meio da salvação é a graça de Deus.
- Sem a graça Dele nada aconteceria e isso é bem observado quando percebemos que o termo“Graça” no Novo Testamento com freqüência vem alinhado com palavras como “perdão”, “salvação”, “misericórdia”, “regeneração”, “arrependimento”, “longanimidade”. Portanto a “Fé” não é o meio de nossa salvação, mas o instrumento.
- Pela graça, Deus nos elegeu antes da fundação do mundo, nos chamou, justificou e nos glorificou (Rom. 8:29-30). Pela graça, Cristo Morreu, ressuscitou e está à direita de Deus intercedendo por nós ( Rom. 8:34). Pela graça o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8) e também intercede por nós (Rom. 8:26).
- O tempo verbal usualmente empregado para a palavra graça por Paulo é o presente, “estais sendo salvos, utilizado para referir-se como se a salvação fosse progressiva, mas no texto de Efésios 2:8 o tempo muda para o “perfeito”, portanto um melhor entendimento seria “fostes salvos” que da a idéia de algo definitivo.
- E não poderia ser de outra forma, pois em um aspecto mais amplo, nossa salvação ocorreu em Deus na eternidade, antes de termos sido criados para que não tivéssemos nenhuma glória, mas para que cumpríssemos com o objetivo para o qual fomos criados, a saber, o “louvor e a Glória de nosso Deus”.
- Essa graça é suficiente porque é perfeita, pois sendo de Deus, e vinda da parte Dele, Ele entrega a quem deseja. Assim sendo não existe um “desperdício da graça salvívica”, pois ela é implantada na vida daqueles que ele mesmo escolheu.
B- A graça de Deus é suficiente para nossa salvação porque satisfaz a Lei de Deus. Hebreus 9:20-28.
“A regra é clara” como diria aquele conhecido comentarista de futebol. Deus instituiu uma regra: “O  salário do pecado é a morte”, portanto, para pagar a dívida pelo pecado cometido havia a necessidade de haver derramamento de sangue.
- O sacrifício levítico era uma tentativa de apaziguar a ira de Deus, até que o sacrifício perfeito fosse apresentado em favor da humanidade. Perceba que Deus não fez vista grossa para o pecado e suas conseqüências, o Pai não podia quebrar sua própria ordem, Ele não poderia tornar-se transgressor de sua lei. Sendo assim, Deus apresenta o sacrifício perfeito que de uma vez por toda satisfaria a lei.
- Não se engane! Aqueles que estão sem Cristo são inimigos de Deus e eles pagarão pelos seus pecados. Talvez você questione a vida dos injustos, pois parece que a eles nada ocorre de mal. A olharmos a vida dos injustos somos tentados a “invejar” o bem estar deles, mas quero lembrar-lhes que no “grande e terrível dia do Senhor” suas riquezas, suas posses, sua aparente segurança não lhes garantirá a salvação, Deus derramará do cálice de sua ira, e nada poderá extinguir esse sentimento divino, pois o que “cala” a ira de Deus é o sacrifício perfeito de Cristo Jesus.
- Muitas vezes vemos alguns irmãos trocarem a ordem da saudação usada pelo apóstolo Paulo em suas epístolas. Em vez de usarem da forma correta “Graça e Paz”, trocam para “Paz e Graça”, A ordem dos fatores na Teologia Bíblica altera o resultado. Nunca temos Paz antes de sermos alcançados pela Graça soberana de Deus. Antes da graça éramos inimigos de Deus, filhos da ira (Efésios 2:3), mas agora sobre nós não está essa condenação, pois somos filhos da Graça de Deus, somos seus filhos por adoção.
- Os católicos apostólicos romanos querem dizer que Maria é nossa mãe, apenas mais um de seus equívocos, pois se temos alguma mãe ela se chama “Graça de Deus”. Glória a Deus, pois sua graça supre a “fome e a sede da justiça divina.”
C- A graça de Deus é suficiente para nossa salvação porque satisfaz nossa insuficiência. Efésios 2:1
- Não existe no homem qualquer possibilidade de salvação. A queda trouxe conseqüências muito mais severas do que muitas vezes percebemos. Quando olhamos para a história de Adão e Eva percebemos o quão grave foi o pecado cometido por eles, e quão graves são nossos próprios pecados.
- Os primeiros humanos a pecarem perderam o paraíso (um lugar de benção), a comunhão com Deus, perderam a vida espiritual, e além de tudo isso, perderam a possibilidade de fazer qualquer coisa para mudar essa situação. Sua natureza que foi criada em perfeição agora estava corrompida, sua vida espiritual estava morta.
- Essas conseqüências foram transmitidas a toda humanidade, pois a própria Bíblia nos informa que não existe um justo sequer, assim sendo a sociedade é formada por “mortos vivos”. Vivos no corpo físico, mas mortos em suas vidas espirituais.
- A morte de nossa vida espiritual demonstra nossa insuficiência, pois morto não escolhe. Quem morreu não deseja nada, por isso a humanidade não pode escolher a um Deus que é Espírito. Sua vida espiritual foi destruída pelo pecado, por isso que a Graça tem que escolher por nós. “Não foi vós que me escolhestes; Eu vos escolhi.” (Jo. 15:16).
- A humanidade pode até escolher falsos deuses, pois eles estão no campo material. São feitos de pedras, de gesso, de metais ou de madeira, mas ao Deus verdadeiro sua insuficiência a impede. Nisso a Graça nos supre também.

SOLA GRATIA.

A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA! Efésios 2:1-10


2ª A graça é suficiente para nossa Santificação. Efésios 2:1-5
A- A Graça é suficiente para nossa santificação, pois proporciona essa possibilidade. Fil. 1:6
- Muitas vezes ouvimos alguns desinformados sobre a graça afirmando que a santificação depende deles mesmos. Afirmam que é possível santificar-se apenas lendo e aprendendo com os exemplos apresentados por Deus em suas Sagradas Escrituras. Um grande erro! Mostrar o que se deve fazer não é suficiente para a santificação.
- Se realmente a santificação fosse possível mediante as ordens e exemplos, não precisaríamos do sacrifício da Cruz, pois a lei cumpriria um serviço para além do que lhe havia sido proposto, a saber, a santificação.
- Mas como é de nosso conhecimento a Lei não foi nos dada para isso, mas para apontar que não existia possibilidade em nós mesmos de cumprirmos a lei, portanto de nos santificarmos.
- Por isso a necessidade da graça, pois somente nela podemos ter essa possibilidade de santificação. Pois, já afirmava o apóstolo Paulo “A letra mata, mas o Espírito (que é a Graça em pessoa) Vivífica.” A lei possibilita a seguinte conclusão “Sou pecador”, e não a possibilidade de santificação.
B- A Graça é suficiente para nossa santificação, pois efetua em nós o querer. Fil. 2:12-13.
- Na queda nosso desejo por Deus foi corrompido. O homem carnal não busca a Deus pelo simples fato de que ele não deseja a Deus. Nosso coração é ávido pelo pecado. Ele deseja cada vez mais o pecado. Em nós existe um leão faminto por transgressões, por erros, e essa nossa natureza é insaciável.
- Nosso desejo natural está inclinado para satisfazer o desejo de nossa carne. Perceba isso em momentos cotidianos de sua vida cristã. Você sabe que tem que orar, mas sua carne diz que você está cansado demais para isso. Você sabe que deveria ter uma vida de oração, mas sua natureza diz que é mais gratificante assistir televisão, ficar na internet.
- Por esse motivo Deus tem que empregar em nós o desejo correto, a vontade Dele em nós. A graça é o combustível para realizar a vontade de Deus. Sem essa ação de Deus em nós nunca desejaríamos aquilo que Ele quer. Nem mesmo uma revelação escrita ou pessoal de Deus não seria suficiente para que esse desejo brotasse no homem.
- Paulo afirma em Romanos em seu primeiro capítulo que a natureza revelou a Deus, mas os homens suprimiram a verdade, literalmente sufocaram a verdade, e por isso Deus os entregou aos seus desejos carnais.
- Se desejamos buscar a Deus não existe em nós mérito nenhum, não há motivos para nos gloriarmos nem mesmo nessa atitude, ela não vem de nós, foi produzida por Deus em nós através de sua graça.
C- A Graça é suficiente para nossa santificação, pois produz em nós o realizar. Fil. 2:12-13
- Sendo Deus conhecedor de nossa natureza má, sabedor que somos tendenciosos ao orgulho. Que com freqüência nos esquecemos que fomos criados para o louvor e a glória dele, não permite que venhamos á realizar nenhuma atitude em direção a salvação se não formos empurrados por Ele.
- Quando dou um passo em direção a santificação, é o Senhor que está me carregando até lá. Se isso dependesse de mim não conseguiria realizar nenhum ato em favor de minha santificação.
- Reconhecer essa limitação glorifica o Senhor, exalta o nome Dele. Que maravilha é saber que minhas atitudes de santificação são impulsionadas pelo próprio Deus e que isso serve para a glória Dele mesmo.
- Os propósitos de Deus sempre são realizados, eles não falham. Então se fomos criados por ele para o louvor de sua glória, e se somos incapazes de realizarmos sozinhos, Ele agirá parta que esse propósito se realize.


SOLA GRATIA.

A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA! Efésios 2:1-10

3º A graça é suficiente para nos tornarmos trabalhadores do Reino. Efésios 2:10
- A mão do homem é capaz de trabalhar e de realizar muitas coisas. Entretanto, a mão não funcionará a menos que seja impulsionada pelos músculos e nervos. E os músculos e nervos operam por causa de sinais enviados pelo cérebro. Por igual modo, nós não realizamos as boas obras se não formos impulsionadas pela graça.
A- A graça é suficiente para nos tornarmos trabalhadores, pois desperta em nós a gratidão. I Tm. 1:12-17
- Veja o exemplo de Paulo, seu senso de gratidão o forçava a trabalhar arduamente pelo reino. Quando temos consciência de onde o Senhor nos resgatou, não nos resta outra alternativa a não ser nos rendermos aos seus pés e apresentarmos nossas vidas como canais para a salvação de outros.
- Nada que possamos fazer poderá pagar pela graça derramada em nós, porém, sendo sabedores disso devemos nos entregar ainda com mais vontade para o Reino, para que sempre lembremos de nossa dívida com Cristo.
BA graça é suficiente para nos tornarmos trabalhadores, pois desperta em nós sentimentos próprios da pessoa de Deus. Gál. 5:22-26
- Misericórdia, amor altruísta, longanimidade, benignidade, bondade, generosidade são qualidades próprias do ser de Deus, e ao entrarmos em contato com a graça, passando pela regeneração, tais qualidades são implantadas em nossos corações. Assim sendo, somente é possível termos boas atitudes para com nosso próximo se a graça impulsionar nossas vidas.
- Talvez você esteja questionando: Existem muitos incrédulos que fazem boas obras, eles são alcançados pela graça? A resposta é negativa! Eles fazem boas obras para alcançarem a graça, mas nós fazemos boas obras porque a graça nos alcançou.
- Quando sou alcançado pela graça os sentimentos que em mim estão entram em ação por causa da motivação correta, não faço para me orgulhar, não realizo para meus méritos, faça para o louvor daquele que me alcançou com sua maravilhosa graça.
Conclusão:
- Não necessitamos anunciar um evangelho social. Ele não transforma pecadores em salvos. Não precisamos pregar o evangelho do pluralismo religioso, onde Deus está em todos e em tudo, e que todos os caminhos levarão a Ele. Precisamos nesses dias anunciar o Evangelho da Graça revelado ao homem pelas Sagradas Escrituras. Mas necessitamos ainda mais vivermos esse Evangelho gracioso, pois é ele que nos faz cumprir com aquilo para qual Deus nos criou, sua glória!

SOLA GRATIA.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL



FELIZ NATAL?!

Natal?

Sim! Natal!

Mesmo sabendo das histórias todas de sincretismo da data com os cultos romanos e pagãos do quarto século, quando da “oficialização Constantiniana” da fé?

Sim! Apesar disto!

E por quê?

Ora, é que conquanto Natal seja um acontecimento existencial e cotidiano, todavia, é importante que se tenha uma data no ano para que de modo mais intenso se possa refletir sobre o significado da Encarnação.

Portanto, ao falar em Natal, não estou sacralizando ou sincretizando datas e nem falando de Papai Noel como mascote do evento, mas apenas aproveitando aquele que se tornou o maior feriadão do ano, e a data de “memória natalina”, a fim de chamar as pessoas não para a “celebração religiosa” de uma data, porém, para O significado da Encarnação.

Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo”; e ainda: “... para reconciliar o coração dos pais aos filhos”; ou mesmo: “... derrubando a parede da separação”.

Datas são importantes na medida do significado vivido existencialmente pelas pessoas; do contrário, elas viram feriadão apenas.

Feliz Natal para todos!


Nele, que nos enche o coração de gozo e alegria, pois é a única e verdadeira alegria dos homens,


Caio

terça-feira, 8 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS ! ! !


PESSOAL, SEGUE TEXTO PARA REFLEXÃO SOBRE EDUCAÇÃO DOS NOSSOS FILHOS. É LONGO, MAS VALE O ESFORÇO! MUITOS PERGUNTAM QUE MUNDO DEIXAREMOS PARA OS NOSSOS FILHOS, QUANDO DEVERIAM PERGUNTAR, QUE FILHOS DEIXAREMOS PARA ESSE MUNDO?

A imagem do pavão está integrada ao texto, porque ele procura ser o que não é, para conquistar a fêmea...Boa leitura, semana feliz e abençoada na graça de Deus!


''MEU FILHO NÃO MERECE NADA!'' Eliane Brum


A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Pra cima Brasil ! João Alexandre

Essa música foi lançada a mais de vinte anos atrás. Não sofreu a influência dos mensalões, cooptação de pseudos juízes para o STFinho, não tinha agente cubano em solo nacional com jaleco branco...... 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dia do Pastor


Pastor , muito  obrigada  por  estar  todo esse  tempo me ensinando  como  ser  uma pessoa melhor , baseando  nos ensinamentos divinos.

Graças  a  Deus  e  a te  tenho em mente que " Porque  Deus  amou  o  mundo  de  tal  maneira que  deu  seu  filho  unigênito para  que..." " Pela  graça fossemos  salvos , mediante  a fé , e isso não vem  de  nós  é  Dom  de Deus".

Muito  obrigada  por  me  ensinar que  Deus prova  seu  amor por  nós  pelo  fato  de Cristo ter  morrido por  nós  sendo  nós ainda pecadores.

Muito  obrigada , por  me  ensinar que " se com  a  minha  boca confessar  Jesus como Senhor ,  e em  meu  coração  crer  que Deus o ressuscitou   dentre os  mortos, serei  salva.

Agradeço  ainda  por  me  lembrar nos  estudos bíblicos que Deus  é  o  dono  do  querer  e do  efetuar, e  que  eu  não  devo andar ansiosa   pelo  que  haverei de vestir ou de comer poque Deus é  Deus , sua  vontade  é boa ,agradável e  perfeita.
Eu  te  amo , meu  pastor!!!
Lais

Homenagem  dos  departamentos

Presente  dos  adultos


Louvores  das  crianças



Homenagem  dos  adolescentes


Hino dos  adultos


Participação  dos  jovens



E  ainda   uma  renovação de  votos  matrimoniais...


Tudo  que  inspira  e  motiva  um  pastor 


Muito  obrigado  por  tudo     Rev. Cleber